Amarna - Cidade Egípcia - Ano II

                           

               

 

 O Retorno de Saturno

 

 

24Mai2008 - 09:39 | ( 1 ) comentários

 

I’m Nobody! Who Are You?

 

I’m Nobody! Who are you?

Are you – Nobody – too?

Then there’s a pair of us!

Don’t tell!  they’d banish us – you know!

 

How dreary – to be – Somebody!

How public – like a Frog –

To tell your name – the livelong June –

To an admiring Bog!

 

******

 

Eu sou Ninguém! Quem é você?

Você é – Ninguém –  também?

Então, há um par de nós!                                          

Não diga!  eles nos baniriam – você sabe!

 

Quão  melancólico – ser – Alguém!

Quão público – como um Sapo –

Dizer seu nome – o June vida longa –

Para um pântano admirador!

 

                                                    Emily Dickinson

 

 

12Abr2008 - 11:47 | ( 7 ) comentários

 

Valsa


Fez tanto luar que eu pensei nos teus olhos antigos

e nas tuas antigas palavras.

O vento trouxe de longe tantos lugares em que estivemos,

que tornei a viver contigo enquanto o vento passava.

 

Houve uma noite que cintilou sobre o teu rosto

e modelou tua voz entre as algas.

Eu moro, desde então, nas pedras frias que o céu protege

e estudo apenas o ar e as águas.

 

Coitado de quem pôs sua esperança

nas praias fora do mundo...

- Os ares fogem, viram-se as águas,

mesmo as pedras, com o tempo, mudam.

 

                                                                       Cecília Meireles

 

 

1Mar2008 - 10:03 | ( 21 ) comentários

 

Lua Quebrada

 

“Num cavalo branco” – a garota sonhava –,

“num cavalo branco ele virá me buscar e me levará para um lugar bem distante daqui...”

Resguardada no alto da torre, todos os dias ela se debruçava sobre o parapeito da janela, e ficava esperando, esperando...

Ela olhava para a linha do horizonte e tentava adivinhar o que havia mais além. Mas a insegurança e o medo a assaltavam, ao mesmo tempo em que ela sabia que não queria ir mais além das muralhas.

Ela acreditava no sonho e queria esperar...

À medida em que o tempo ia passando, o castelo de mármore parecia – a cada dia a garota sentia –,

mais vazio e solitário, cada vez mais triste e isolado.

 

Alto, cabelos de mel e olhos de fogo. Ele veio para tornar realidade o que antes era apenas sonho.

Deus grego, poderoso e viril, seus lábios eram desejo e seu corpo pura satisfação. O coração da garota pulsava atordoado, sem rédeas, inebriado. Em suas mãos fortes ela segurou e se deixou levar pela doce ilusão.

 

Tudo era perfeito. E ela também queria ser perfeita... Assim, todos os seus esforços passaram a girar em torno disto.

Não se deu conta de que o baile de máscaras poria o seu mundo a perder. Ela queria se sentir parte de algo, queria se sentir inteira e admirada. Mas, enquanto permanecia desnuda, os outros vestiam suas máscaras com maestria.

 

Alto, cabelos de mel, olhos de fogo. A garota parecia nunca estar à altura do escolhido.

Com o tempo, o esforço que despendia ia sugando suas energias, suas esperanças...

 

Então, à noite, quando ela olhava para o céu escuro, tudo o que conseguia enxergar era uma lua quebrada... E seu coração cálido muitas vezes era banhado pelo vento gélido do ceticismo. 

Num instinto de preservação, os tesouros mais preciosos passaram a ser guardados numa caixinha furtacor.

                                                                         Sarah Valensky

 

    

 

9Fev2008 - 00:54 | ( 22 ) comentários

 

Mesmo erro

 

Então, enquanto estou virando em meus lençóis...

e outra vez não consigo dormir,

sair e andar na rua

olhar as estrelas sob meus pés

lembrar “certos” que eu fiz errado

Então, aqui vou eu...

 

Olá, olá

Não há lugar em que não posso ir

Minha mente não é suficiente...

Meu coração está pesado “ele não demonstra?”

Eu perco a trilha que me perde

Então, aqui vou eu...

 

Então, eu sinto que fui feito para lutar

E alguém veio cortar isso da noite

Disse que ele parecia meu inimigo

Disse que ele parecia exatamente como eu

Então, eu o disse para cortar a mim mesmo

E aqui vou eu...

 

 Eu não estou pedindo por uma segunda chance

Estou gritando o mais alto que posso

Me dá razão, mas não me dá escolha

Porque eu simplesmente farei o mesmo erro outra vez

 

E talvez algum dia nos encontraremos

E talvez conversaremos e não apenas falaremos

Não compra as promessas, porque

Não há promessas que eu mantenha

E minhas reflexões me confundem

Então, aqui vou eu...

 

Então, enquanto estou virando em meus lençóis...

E outra vez não consigo dormir

Sair e andar na rua

Olhar as estrelas

Olhar as estrelas, caindo,

E perguntar “onde foi que errei?”

 

                                             Poeta e cantor:  James Blunt

 

"Same Mistake"

http://www.youtube.com/watch?v=4yi-eJ-vL3M  (versão completa)

  

 

4Fev2008 - 22:33 | ( 9 ) comentários

 

Uma Mensagem Imperial

O imperador – assim consta – enviou a você, o só, o súdito lastimável, a minúscula sombra refugiada na mais remota distância diante do sol imperial, exatamente a você o imperador enviou do leito de morte uma mensagem. Fez o mensageiro se ajoelhar ao pé da cama e segredou-lhe a mensagem no ouvido; estava tão empenhado nela que o mandou ainda repeti-la no seu próprio ouvido. Com um aceno de cabeça confirmou a exatidão do que tinha sido dito. E perante todos os que assistem à sua morte – todas as paredes que impedem a vista foram derrubadas e nas amplas escadarias que se lançam ao alto os grandes do reino formam um círculo –, perante todos eles o imperador despachou o mensageiro. Este se pôs imediatamente em marcha; é um homem robusto, infatigável; estendendo ora um, ora o outro braço, ele abre caminho na multidão; quando encontra resistência aponta para o peito onde está o símbolo do sol; avança fácil como nenhum outro. Mas a multidão é tão grande, suas moradas não têm fim. Fosse um campo livre que se abrisse, como ele voaria! – e certamente você logo ouviria a esplêndida batida dos seus punhos na porta. Ao invés disso porém – como são vãos os seus esforços; continua sempre forçando a passagem pelos aposentos do palácio mais interno; nunca irá ultrapassá-los; e se o conseguisse nada estaria ganho: teria de percorrer os pátios de ponta a ponta e depois dos pátios o segundo palácio que os circunda; e outra vez escadas e pátios; e novamente um palácio; e assim por diante, durante milênios; e se afinal ele se precipitasse do mais externo dos portões – mas isso não pode acontecer jamais, jamais – só então ele teria diante de si a cidade-sede, o centro do mundo, repleto da própria borra amontoada. Aqui ninguém penetra; muito menos com a mensagem de um morto. – Você no entanto está sentado junto à janela e sonha com ela quando a noite chega.

                                                                 Franz Kafka

 

28Jan2008 - 22:15 | ( 11 ) comentários

 

Segredo

 

Dia, intriga da vida

Razão do poder saber

Medo do ser ou não ser

Viver

 

Enredo desfeito

Do que se tem no peito

Respeito o conceito perfeito

Segredo por todos refeito e aceito

 

Abrigo, aflito e contrito

Não digo o que sinto

E assim faço e refaço

Mas não faço o que faço só por fazer

 

                                               Yara Carolina C. de Miranda

 

 

22Jan2008 - 18:47 | ( 19 ) comentários

 

Vaga-lumes

 

É sempre o mesmo sentimento doce e atroz,

quando ela vê aquele rosto...

É sempre o mesmo dilema pessoal e profundo,

quando ela repousa o coração naquele olhar terno, eternamente azul e infinito...

 

Tão pouco há palavras para expressar o pensamento feminino,

o que ela sente, o que ela deseja...

Só há as batidas doloridas do seu coração.

Só há aquele vazio absoluto, mudo, a trovejar em seus ouvidos.

 

“Tanto esforço, tanta energia... Pra quê?”  

ela pergunta a si mesma, no ar frio da noite,

enquanto vaga-lumes errantes brilham na escuridão,

quase ao alcance das suas mãos.

 

Mesmo vencendo todas as barreiras,

ela não sabe aonde essa estrada vai dar...

 

“Há alguma chance de que seja para perto de você?”

ela tenta pilheriar para a Lua

(mas a dor é aguda demais para que consiga rir de si mesma)...

 

Há quem possa chamar de estupidez. Há quem possa chamar de insanidade.

Todavia, é essa medíocre, quase miserável possibilidade

que a mantém ali, de pé, lutando para remendar os próprios trapos.

 

“Vale a pena cruzar tantos mares?!”,

 o seu pensamento atarantado

sussurra para as estrelas que cintilam no espaço.

 

Aqui embaixo, as luzes da cidade apenas piscam de volta

como se ela fosse um ser de outro mundo,

talvez espectro de um outro tempo...

                                     

                                                             Sarah Valensky

 

 

 

Ganhei este selo da minha amiga Tetê e fiquei muito feliz, pois tenho o privilégio de fazer parte de um grupo de amigos virtuais que são muito especiais para mim!

Estou incluindo, também, dois blogs que conheci há pouco tempo: Mesdre e Pequenas Palavras.

Todos os 5 são blogs Nota Mil!

 

 

Regras para o uso do selo

1. Indicar 5 blogs que achar interessantes, mesmo que estes já tenham sido escolhidos por outros blogueiros.

2. O objetivo é unir blogs que se comunicam e formam uma grande rede na blogosfera, com textos interessantes, com a intensão de compartilhar, criar e interagir com todos os blogueiros de plantão.

Meus escolhidos são:

 

Mesdre , Ser Mãe , Minha Casa , Stylos 13 e Palavras Pequenas 

 


13Jan2008 - 00:01 | ( 13 ) comentários

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        Amarna - Cidade Egípcia  
             (Música Tema deste Blog)
 

     
                     Live - "Forever May Not Be Long Enough"

 

 

 

   Sou Lenda...

 

Sou lenda, porque as lendas

São envoltas em mistérios e magias.

São uma criação dos caminhos da mente,

Da vaga imaginação da liberação dos silêncios da alma...

 

Sou Lenda, porque as lendas correm livres

Junto ao vento, buscando as vozes da memória

Para que alcancem, as histórias perdidas no tempo...

 

Sou Lenda, pelo desejo incontido que há em mim

De tornar possível o encontro do sol e da lua

Diminuindo o entrave da dor...

Então, sendo lenda, posso cavalgar pelos sonhos

Velejar pelos mares da sua saudade, passear

Solta pelo seu pensamento...

 

Sendo lenda, posso brincar na sua alegria

Ser parte da sua emoção e caminhar tranqüila pela sua ilusão...

Sendo lenda, posso escrever meu nome em sua vida

E me instalar no aconchego do seu coração

Como uma sensação chegando pelo perfume do ar...

(desconheço a autoria)
(Texto retirado do blog "Blue Rosa")

 

 

 

 

    

 

 

 

Se Vens Como Amigo

 

Entra! Mas peço-te: deixa lá fora o egoísmo e a hipocrisia. Entra com a alma serena e repleta de alegria!

Não profanes a minha paz, não assustes a minha poética solidão, não ouses sorrir com desdém das coisas que me tocam o coração!

Nega-me o teu olhar, se nele existir a inveja e a malícia. Nega-me a tua mão, se a tua mensagem for fria e profana. Não magoes a minha crença na sensibilidade humana e na bondade de cada um.

Se a tua voz for rude e agressiva; se não existir nela um toque sequer de leve melodia, silencia e afasta-te de mim!

Se nada te comove e impressiona; se nada produz em ti inquietude e emoção; se o materialismo é o teu credo; se não te fascina a existência as coisas simples que povoam o mundo, é com pesar profundo que eu te digo: Afasta-te para bem distante, para não magoarmos a nós dois!

Porém, se te fascina a grandeza do infinito; se acreditas na fragrância de bondade que se aninha em cada homem; se te inspira a exuberância das florestas, dos rios... a sinfonia dos pássaros, o colorido das flores... se te enternece a face enrugada de um ancião, o sorriso de uma criança; se tens a sabedoria e a magnitude de comungar a dor alheia, dividir teu pão e permitir ao forasteiro um pouco de tua água cristalina; se tens o poder de acreditar em ti mesmo; se tens a capacidade de compreender, ponderar... se tens a felicidade de dar e receber amor, entra, por favor!

Somos irmãos!

                                                      

                                                                Mércia de Aloan

 

 

 

 

 

   

              
                                                                

 

 


                     

             Amo a Natureza,

      Música, Literatura, Artes,  

                  História...

            

              

                   Enlevo

     "Brilho do luar
     Luz da madrugada
     Gotas de orvalho
     Pétalas ao vento
     
     Calor do sol
     Ondas do mar
     Castelos de areia 
     Caminho sobre as nuvens

     O sabor do seu beijo
     Um mosaico de sonhos..."

                      Sarah Valensky


 


  

              

 

 

 

             Ser Mitológico

               Olhos azuis
    que cintilam um ser viril
          cheio de mistério...
     Sois o devaneio da minha 
              alma ansiosa.
          Olhos expressivos,
         bonitos feito céu de
               brigadeiro.
        Sua figura abstrata,
        de desenho perfeito,
oculta a razão mais profunda
      dos meus mais doces, 
        profundos suspiros.

                       Sarah Valensky

 


 

  

 

 

 

       

         

 

 

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                 Sessão Pipoca 

                     Cidade dos Anjos

                        De Repente 30   

                  E Se Fosse Verdade...

                  Amor Além da Vida  

                       A Casa do Lago

                 

                       Fahrenheit 9/11

                (Aqui está apenas um    

           trecho   do  documentário 

      de Michael Moore.  Se tiverem

          oportunidade,  não deixem

              de assistí-lo na íntegra)

     

 

 

     Safra Musical     

                    Behind Blue Eyes
                        (Limp Bizkit)

                          Halo  (Texas)
                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                                         

              Tori Amos - "Winter"

                 

           

 

 

                       

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     " A borboleta aprende a 
     liberdade desde os dias 
     confinados ao casulo." 
               Ib Araripe Soares

 

 

      

           Sarah Valensky (Pucca)

 

 

 

 

 

                                     As informações contidas nos sites linkados por este blog não são referências de crença ou culto para mim. 

                                                                          Apenas expressam minha admiração pela História misteriosa e fascinação pela mitologia do Antigo Egito.

 

                   

                                                                

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